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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Perfil metabólico de Celíacos Brasileiros




Convidei o médico Dr Fernando Valério, especialista em Doença Celíaca, para fazermos uma entrevista ao vivo no Instagram, no dia 04 de agosto de 2020, abordando alterações metabólicas na Doença Celíaca.

Para ter uma conexão maior com a realidade da Comunidade Celíaca brasileira, fiz um questionário online, anônimo, para Celíacos diagnosticados através de exames específicos e maiores de 18 anos e divulguei nas redes sociais do Riosemgluten (Instgram e Facebook) durante dois dias no final de julho de 2020.

514 celíacos responderam as questões do questionário!

A grande maioria de participantes foi de mulheres - 93%

A idade variou bastante mas o grupo maior foi de pessoas entre 29 e 50 anos (solicitei que só maiores de 18 anos respondessem).



No momento do diagnóstico:
33,5% estavam acima do peso ou obesos
31,7% estavam com peso normal
32,9% estavam com baixo peso
e alguns não lembravam mais do peso no momento do diagnóstico.

Esses números representam um avanço pois a doença celíaca, até alguns anos atrás, não era investigada no grupo de pessoas com sobrepeso ou obesas. Havia uma cortina escondendo esse grupo. Até hoje ainda existem médicos que se recusam a investigar Doença Celíaca em pessoas acima do peso. Esse cenário finalmente está mudando.

Atualmente, após o início do tratamento com dieta sem glúten, esses números mudaram:
46,8% estão acima do peso ou obesos
39,7% tem peso normal
13,4% tem baixo peso


No grupo de celíacos.
18,1% fazem dieta para PERDER peso
6,4% fazem dieta para GANHAR peso



Muitas vezes ouvimos que o ganho de peso pode acontecer por causa da presença de alterações na glândula tireóide. O grupo que respondeu ao questionário está assim distribuido:
57,4% não tem alterações na tireóide
10,3% tem hipotiroidismo
8,8% tem Tireoidite de Hashimoto (doença autoimune)
19,1% não sabe se tem alterações da tireoide

e um outro pequeno grupo tem Doença de Graves, hipertiroidismo ou precisou fazer cirurgia para retirada da glândula tireoide.



Então é possível observar que o grupo com aumento de peso é bem maior do que o grupo com alterações na tireoide. Uma pergunta que fica é: 19,1% dos celíacos não sabem responder sobre o funcionamento da sua glândula tireoide. A prevalência de Tireoidite de Hashimoto entre celíacos é aumentada, pois também é uma doença autoimune. É preciso periodicamente acompanhar para que o diagnóstico precoce possa ser feito. Talvez alguns celíacos com aumento de peso ou baixo peso estejam nesse grupo que precisa acompanhar melhor como estão os hormônios da tireoide e seu funcionamento.

Ao verificar outras informações vimos que no grupo de celíacos que respondeu ao questionário temos:

51,8% tem pressão arterial normal
8,2% tem pressão alta
38,9% tem pressão baixa

Mas vimos também que 10,5% dos celíacos fazem uso de medicação para controle da pressão arterial.



Quando perguntados sobre os valores de glicemia de jejum 32,7% não souberam responder... O risco de diabetes autoimune é aumentado no grupo de celíacos. Seja o diabetes tipo 1 (diagnosticado em crianças e jovens), seja o diabetes tipo LADA, diagnosticado em adultos. Então, da mesma forma que celíacos precisam monitorar o funcionamento da tireoide, também precisam estar atentos ao funcionamento do pâncreas e a produção de insulina.

54,7% tem a glicemia de jejum entre 70 e 100, considerados valores normais. 8% declararam valores menores que 70, que já são considerados como hipoglicemia (algumas pessoas com resistência à insulina podem apresentar valores abaixo de 70, por isso a importância de sempre medir glicemia e insulina de jejum ao mesmo tempo, para saber se há alterações na produção de insulina).

Quando perguntados sobre diagnóstico de diabetes, 90,9% dos celíacos afirmam não ter , 7% tem pré-diabetes e 2,1% tem diabetes.



Na lista de exames de acompanhamento podemos observar há poucos pedidos de homocisteína, Proteína C Reativa ( comum ou ultrassensível) e insulina de jejum assim como a hemoglobina glicada e o zinco. O monitoramento da anemia (através do hemograma), das taxas de colesterol e triglicerideos (através do lipidograma) e da glândula tireoide parece estar mais consolidado (embora ainda precise melhorar - praticamente 20% dos celíacos não sabem responder se tem ou não alteração na glândula tireoide).



A doença celíaca é uma doença crônica e, justamente por essa característica, precisa de acompanhamento ao longo da vida do paciente. E estamos falhando nisso com certeza.

As alterações metabólicas que podem levar ao diagnóstico de SÍNDROME METABÓLICA - um conjunto de condições que aumentam o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes tipo 2 - podem estar presentes em pessoas gordas ou magras.

Segundo os critérios brasileiros, a Síndrome Metabólica ocorre quando estão presentes 3 dos 5 critérios abaixo:

1 - Ter triglicerideos alto (lipidograma)
2 - Ter HDL baixo (lipidograma)
3 - Ter aumento da pressão arterial ou tomar remédio para controle da pressão
4 - Ter glicemia de jejum acima de 110 ou ter diagnóstico de diabetes (ou estar fazendo uso de medicação para controle da glicemia)
5 - Ter a circunferência da cintura maior que 88cm (mulheres) ou 102cm (homens)

Existem outros fatores que associados, confirmam o diagnóstico de Síndrome Metabólica, como a presença de gordura no fígado e Resistência à Insulina.

Um dado que me supreendeu de forma positiva no questionário foi o fato de que 58,6% dos celíacos receberam orientação de um nutricionista sobre a dieta sem glúten. Há 20 anos esse atendimento no início do diagnóstico era algo raro e pouco lembrado pelos gastroenterologistas.



Resumindo:

Como interpretar esses dados? Tenho algumas hipóteses:

A - Celíacos diagnosticados e já em dieta sem glúten tem a mesma chance que a população em geral de apresentar alterações metabólicas. Precisamos aprender e falar sobre isso.

B - A dieta sem glúten precisa ser olhada tanto na questão de ser rigorosa (não furar a dieta e cuidar dos riscos da contaminação cruzada por glúten) quanto na sua composição (densidade nutricional).

C - Inflamação crônica de baixo grau. Além de nos tornar especialistas em manter a dieta sem glúten e fazer exames sorológicos periodicamente para garantir que não estamos produzindo anticorpos contra a gliadina ou contra nossos próprios tecidos e células, precisamos aprender mais sobre esse tipo de inflamação, que está ligada à permeabilidade intestinal alterada.

No grupo que respondeu ao questionário vimos:
10,5% fazendo uso de medicação para controle da pressão
9,1 % com pré-diabetes /diabetes
12,6% com obesidade

Não perguntei sobre os resultados de triglicerideos e HDL. Será que teríamos também algo em torno de 10% de celíacos com alterações no lipidograma?

A Síndrome Metabólica pode ser REVERTIDA quando diagnostica precocemente assim como pode ser PREVENIDA se estivermos atentos à ela.

Vamos usar nossa capacidade de autocuidado que aprendemos a ter em relação a ficar longe do glúten para também ficarmos longe da Síndrome Metabólica!

Raquel Benati - @rio_sem_gluten
03/08/2020

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Saúde Cardiovascular na Doença Celíaca






Tradução: Google / Adaptação: Raquel Benati


Envolvimento Cardiovascular na Doença Celíaca


Cardiovascular involvement in celiac disease

Edward J Ciaccio, Suzanne K Lewis, Angelo B Biviano, Vivek Iyer, Hasan Garan, Peter H Green

World J Cardiol. 2017 Aug 26;9(8):652-666. doi: 10.4330/wjc.v9.i8.652.


PMID: 28932354 PMCID: PMC5583538 DOI: 10.4330/wjc.v9.i8.652


A doença celíaca (DC) é uma resposta autoimune à ingestão de proteína de glúten, encontrada nos grãos de trigo, centeio e cevada, e resulta em manifestações do intestino delgado, incluindo atrofia das vilosidades, bem como manifestações sistêmicas. 

O principal tratamento para a doença é uma dieta isenta de glúten (DIG), que normalmente resulta na restauração das vilosidades do intestino delgado e na restauração de outros sistemas orgânicos afetados, ao seu funcionamento normal. Em um número crescente de estudos publicados recentemente, tem havido grande interesse na ocorrência de alterações no sistema cardiovascular na DC não tratada. Aqui, foram revisados ​​os estudos publicados nos quais os termos "Doença Celíaca" e "cardiovascular" aparecem no título do estudo. 

As publicações foram categorizadas em um dos vários tipos: 
(1) artigos (incluindo estudos de coorte e caso-controle);
(2) revisões e meta-análises;
(3) estudos de caso (um a três relatos de pacientes);
(4) cartas;
(5) editoriais; e 
(6) resumos (usados ​​quando nenhum trabalho completo foi publicado). 

Os estudos foram subdivididos em estudos cardíacos ou vasculares e foram ainda caracterizados pela condição específica que era evidente em conjunto com a DC. As informações da publicação foram determinadas usando a ferramenta de pesquisa do Google Scholar. Para cada publicação, o tipo e ano de publicação foram tabulados. Informações salientes de cada artigo foram compiladas. 

Foi observado que houve um aumento acentuado no número de estudos cardiovasculares em DC desde 2000. A maioria das publicações é do tipo "artigo" ou "estudo de caso". O maior número de documentos publicados referia-se à DC em conjunto com cardiomiopatia (33 estudos), e também houve um número substancial de estudos publicados sobre DC e trombose (27), risco cardiovascular (17), aterosclerose (13), acidente vascular cerebral (12), função arterial (11) e cardiopatia isquêmica (11). 

Com base na pesquisa publicada, pode-se concluir que muitos tipos de problemas cardiovasculares podem ocorrer em pacientes com DC não tratados, mas a maioria tende a se resolver após uma Dieta Isenta de Glúten, geralmente em conjunto com a cura da atrofia das vilosidades do intestino delgado. No entanto, em alguns casos as alterações são irreversíveis, ressaltando a necessidade de triagem e tratamento da Doença Celíaca quando surgem problemas cardiovasculares de etiologia desconhecida. 



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Aumento da rigidez arterial e sua relação com inflamação, insulina e resistência à insulina na doença celíaca


"Increased arterial stiffness and its relationship with inflammation, insulin, and insulin resistance in celiac disease"

Hüseyin Korkmaza , Mehmet Sozenb and Levent Kebapcilarc

European Journal of Gastroenterology & Hepatology, 27 (10), 1193-1199.  (2015). 
doi: 10.1097 / meg.0000000000000437 


RESUMO:


A doença celíaca objetiva (DC) é um distúrbio inflamatório crônico do intestino delgado, mediado por imunidade, precipitado por exposição ao glúten e proteínas relacionadas na dieta, em indivíduos geneticamente predispostos. 

Estudos recentes lançaram nova luz sobre a importância da inflamação na patogênese da rigidez arterial. O objetivo deste estudo foi avaliar a rigidez arterial utilizando "Velocidade de Onda de Pulso" (VOP) em pacientes adultos com DC sem fatores de risco cardiovascular em comparação com um grupo controle.

"Velocidade de Onda de Pulso" (PWW)


Um total de 58 pacientes com DC sem fatores de risco cardiovascular e pareados por idade e por sexo com controles saudáveis ​​foram incluídos no estudo. Todos os pacientes preencheram um formulário padrão de questionário e vários parâmetros foram avaliados. As características demográficas, os fatores de risco cardiovascular clássicos e os fatores bioquímicos, hormonais e parâmetros hematológicos de pacientes e controles com DC foram mostrados na Tabela 1* (*resumo da tabela - ver tabela completa no texto original). 

Embora fatores de risco cardiovascular, como LDL e triglicerídeos tenham sido significativamente menores em pacientes celíacos do que nos controles, a taxa de sedimentação de eritrócitos, proteína C reativa, insulina, HOMA-IR, homocisteína e valores de 24 h, dia e noite, de VOP foram maiores em pacientes com DC do que em controles. Uma análise de regressão linear múltipla mostrou que a VOP estava correlacionada positivamente com a idade e duração da DC.


Tabela 1.
Características demográficas e laboratoriais e fatores de risco cardiovascular em
controles e pacientes com doença celíaca

PARÂMETROS
PACIENTES CELÍACOS
CONTROLES
P
Idade (anos)
32,69 ± 8,87
32,51 ± 8,45
NS
Feminino / masculino [n(%)]
46 (79,3) / 12 (21,7)
40 (77) / 12 (23)
NS
Duração da DC (meses)
24,0 (10,5–66,0)
-
-
IMC (kg / m2)
23,75 ± 4,50
24,82 ± 3,06
NS
Glicose (mg / dl)
93,52 ± 10,8
87,21 ± 6,43
0,01
Triglicerídeo (mg / dl)
88,48 ± 44,61
149,85 ± 14,48
<0,001
Colesterol (mg / dl)
161,55 ± 45,67
149,38 ± 15,03
NS
LDL-C (mg / dl)
104,13 ± 36,09
132,61 ± 12,87
0,001
HDL-C (mg / dl)
43,48 ± 1 2,22
38,51 ± 4,42
0,05
PCR (mg / l)
3,45 (3,44–3,45)
3,0 (2,0–4,0)
0,04
VHS (mm / h)
12,0 (5,5-20,5)
3,0 (2,0-4,0)
<0,001
Insulina (UI / ml)
7,7 (5,2-12,3)
4,0 (3,0-5,2)
<0,001
HOMA-IR
1,7 (1,1–2,6)
0,8 (0,67–1,22)
<0,001
Homocisteína (μmol / l)
14,45 ± 8,02
8,52 ± 3,02
0,01

Os resultados foram apresentados como média ± DP ou mediana e intervalo interquartil (Q1 – Q3).
P <0,05 foi considerado estatisticamente significante.


Não houve diferenças significativas nos parâmetros demográficos entre os dois grupos. A glicose (P = 0,01), PCR (P = 0,04), VHS (P <0,001), insulina (P <0,001), HOMA-IR (P <0,001) e Homcisteína (P = 0,01) foram significativamente maiores em pacientes com DC. 

A hemoglobina (P = 0,009), ferro (P <0,001), ferritina (P <0,001), triglicerídeo (P = 0,001), e LDL-C (P = 0,001) foram significativamente menores no grupo com DC do que nos controles. Além disso, os resultados laboratoriais restantes não diferiram entre os dois grupos.

Este estudo encontrou aumentos na rigidez arterial, na homocisteína, na taxa de sedimentação de eritrócitos, na proteína C reativa, na insulina e HOMA-IR em pacientes com DC e fornece evidências para potencial contribuição desses parâmetros e a inflamação no enrijecimento arterial, independente dos fatores de risco cardiovascular convencionais.

Artigo original:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26181110/




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Complicações tromboembólicas e eventos cardiovasculares associados à doença celíaca


"Thromboembolic complications and cardiovascular events associated with celiac disease"

Fotios S Fousekis,  Eleni T Beka,  Ioannis V Mitselos ,  Haralampos Milionis ,  Dimitrios K Christodoulou 

J Med Sci . 2020 20 de julho. doi: 10.1007 / s11845-020-02315-2.
PMID: 32691305 DOI: 10.1007 / s11845-020-02315-2


RESUMO

A doença celíaca (DC) é uma doença imunomediada intestinal crônica que ocorre em indivíduos geneticamente suscetíveis e expostos ao glúten. Embora afete principalmente o intestino delgado, a DC tem sido associada a um amplo espectro de manifestações extraintestinais, incluindo tromboembolismo e eventos cardiovasculares. 

O risco de acidente vascular cerebral isquêmico, infarto do miocárdio e tromboembolismo, como trombose venosa profunda e embolia pulmonar, é maior em pacientes com DC, enquanto há evidências acumuladas de que a dieta sem glúten em pacientes com DC diminui o risco dessas complicações.
O mecanismo patogenético de aumentar a hipercoagulabilidade na DC é multifatorial e envolve hiper-homocisteinemia devido à má absorção das vitaminas B12, B6 e ácido fólico; disfunção endotelial; aceleração da aterosclerose; inflamação crônica; trombocitose; e trombofilia. Portanto, em casos de complicações tromboembólicas e doença cardiovascular de etiologia obscura, é necessária a conscientização dos médicos sobre uma possível doença celíaca.


Artigo Original:
https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs11845-020-02315-2




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Avaliação da função cardíaca sistólica e diastólica e rigidez arterial em indivíduos com diagnóstico recente de doença celíaca sem fatores de risco cardiovascular


"Evaluation of systo-diastolic cardiac function and arterial stiffness in subjects with new diagnosis of coeliac disease without cardiovascular risk factors"

Edoardo Sciatti , Nicola Bernardi , Lucia Dallapellegrina , Francesca Valentini , Davide Fabbricatore , Marta Scodro , Annunziata Cotugno , Marco Alonge , Francesca Munari , Barbara Zanini , Chiara Ricci , Enrico Vizzardi 

Intern Emerg Med. 2020 Jan 2.

PMID: 31898206 DOI: 10.1007/s11739-019-02261-7




RESUMO


Na literatura, existem opiniões conflitantes sobre o desenvolvimento de risco de doença cardiovascular em pacientes com doença celíaca (DC). O objetivo da pesquisa foi identificar em indivíduos jovens sem fator de risco cardiovascular e DC recém diagnosticada, alterações em diferentes parâmetros instrumentais associados a um risco cardiovascular aumentado. 

Vinte e um jovens adultos com um diagnóstico recente de DC e sem fatores de risco cardiovascular foram prospectivamente inscritos e submetidos ao ecocardiograma transtorácico para analisar as propriedades elásticas da aorta ascendente [incluindo estirpe de imagem por Doppler tecidual (TDI-ε)] e cepas 2D do ventrículo esquerdo (longitudinal global , radial e circunferencial) e tonometria de aplanação por SphygmoCor. 

Os casos foram comparados com 21 controles saudáveis ​​de acordo com a idade e o sexo. A idade média dos casos foi de 38 ± 9 anos e 15 deles (71%) eram do sexo feminino. 

A pressão arterial braquial e central foi maior no grupo com DC. 

As propriedades elásticas da aorta ascendente foram todas prejudicadas no grupo DC: o TDI-ε foi alterado em 57% dos casos (0% dos controles, p <0,001). 

O remodelamento concêntrico e a disfunção diastólica grau I estavam presentes em 38% e 24% dos casos, respectivamente (0% dos controles, p <0,001). 

A tensão longitudinal global foi normal em todos os indivíduos, enquanto a tensão radial e circunferencial foram alteradas em 67% e 35%, respectivamente (0% dos controles, p <0,001). 

Em indivíduos jovens sem fator de risco cardiovascular, uma DC recém-diagnosticada está associada a propriedades elásticas alteradas da aorta, remodelamento concêntrico do ventrículo esquerdo e disfunção diastólica e distensão radial e circunferencial alterada.


Artigo Original:
https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs11739-019-02261-7


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Marcadores de inflamação e doença cardiovascular em pacientes com doença celíaca diagnosticados recentemente


World J Cardiol. 2017 May 26;9(5):448-456.

"Markers of inflammation and cardiovascular disease in recently diagnosed celiac disease patients"

Walter F Tetzlaff, Tomás Meroño, Martin Menafra, Maximiliano Martin, Eliana Botta, Maria D Matoso, Patricia Sorroche, Juan A De Paula, Laura E Boero, Fernando Brites 

PMID: 28603593 PMCID: PMC5442414 DOI: 10.4330/wjc.v9.i5.448

RESUMO


Objetivo: Avaliar novos fatores de risco e biomarcadores de doença cardiovascular em pacientes com doença celíaca (DC) em comparação com controles saudáveis.

Métodos: Vinte pacientes adultos com diagnóstico recente de DC e 20 controles saudáveis ​​de acordo com o sexo, a idade e o índice de massa corporal foram recrutados durante um período de 12 meses. 

Foram determinados indicadores do metabolismo dos carboidratos, parâmetros hematológicos e Proteína C Reativa ultrassensível (PCR-us). Além disso, o metabolismo das lipoproteínas também foi explorado através da avaliação do perfil lipídico e da atividade da proteína de transferência do éster de colesteril e da fosfolipase A2 associada à lipoproteína, que também é considerado um marcador específico de inflamação vascular. 

O protocolo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade de Buenos Aires e do Hospital Italiano de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina.

Resultados: 

Em relação aos indicadores de resistência à insulina, os pacientes com DC apresentaram níveis mais altos de insulina no plasma [7,2 (5,0-11,3) mU / L vs 4,6 (2,6-6,7) mU / L, P <0,05], aumento do HOMA-IR [ 1,45 (1,04-2,24) vs 1,00 (0,51-1,45), P <0,05] e menor índice de QUICK [0,33 (0,28-0,40) vs 0,42 (0,34-0,65), P <0,05]. 

A concentração de ácido fólico [5,4 (4,4-7,9) ng / mL vs 12,2 (8,0-14,2) ng / mL, P <0,01] resultou ser menor e os níveis de proteína C reativa ultrassensível mais altos (4,21 ± 6,47 mg / L vs 0,98 ± 1,13 mg / L,P <0,01) no grupo de pacientes com DC. 

Com relação ao perfil de lipoproteínas, os pacientes com DC apresentaram menor HDL-C (45 ± 15 mg / dL vs 57 ± 17 mg / dL, P <0,05) e Apo AI (130 ± 31 mg / dL vs 155 ± 29 mg / dL, P <0,05), bem como níveis mais altos de colesterol total / HDL-C [4,19 (3,11-5,00) vs 3,52 (2,84-4,08), P <0,05] e Apo B / Apo AI ( Razões 0,75 ± 0,25 vs 0,55 ± 0,16, P <0,05) em comparação com os indivíduos controle. 

Não foram detectadas diferenças estatisticamente significativas nas proteínas e enzimas de transferência lipídica associadas à lipoproteína.


Conclusão: A presença e interação das alterações detectadas em pacientes com DC constituiriam fator de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular aterosclerótica.


Fonte:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28603593/




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Aterosclerose e envolvimento cardiovascular na doença celíaca: o papel da autoimunidade e inflamação


"Atherosclerosis and cardiovascular involvement in celiac disease: the role of autoimmunity and inflammation"

L Santoro 1, G De Matteis, M Fuorlo, B Giupponi, A M Martone, F Landi, R Landolfi, A Santoliquido

Eur Rev Med Pharmacol Sci . 2017 Dec;21(23):5437-5444. 


PMID: 29243787 DOI: 10.26355/eurrev_201712_13932



Resumo

Objetivo: O objetivo desta revisão é explorar as evidências sobre a associação entre doença celíaca (DC), aterosclerose (AE) e doenças cardiovasculares (DCV), e o papel da inflamação nesse contexto.

Materiais e métodos: Foi realizada uma busca sistemática da literatura usando o PubMed, EMBASE e Cochrane Library para a associação entre doenças DC, AE e DCV.

Resultados: Vários estudos relataram a associação de DC com AE acelerada, como evidenciado pelas alterações de vários parâmetros indicativos de AE subclínica, como aumento da espessura íntima-média da artéria carótida, disfunção endotelial e aumento da rigidez arterial. 

Além disso, evidências recentes relataram um aumento da prevalência de doenças cardiovasculares em pacientes com DC em relação aos controles, muitos dos quais incluindo doenças isquêmicas como infarto agudo do miocárdio e angina de peito, além de morte por doença isquêmica do coração e, mais raramente, acidente vascular cerebral por doenças cerebrovasculares. Outras doenças cardiovasculares não isquêmicas associadas à DC são representadas por cardiomiopatia dilatada, fibrilação atrial e miocardite.


Conclusões: Com base na associação relatada entre  DC, AE e DCV, sugerimos realizar uma avaliação de risco cardiovascular mais detalhada em todos os pacientes com DC do que o que está sendo alcançado atualmente na prática clínica, a fim de escanear e tratar os fatores de risco cardiovascular modificáveis nesses pacientes. Em particular, sugerimos recorrer a técnicas instrumentais para detectar AE no estágio subclínico, a fim de prevenir o desenvolvimento de AE e doenças cardiovasculares em pacientes com DC.


Fonte:

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Glúten e Pressão alta



Tradução: Google  |  Adaptação: Raquel Benati



Glúten e Hipertensão - 2017


POR  JANET RENEE, MS, RD 03 DE OUTUBRO DE 2017


Ter hipertensão aumenta o risco de doenças cardíacas e derrames. Em muitos casos, as mudanças no estilo de vida podem preveni-la ou controlá-la. O fator dietético mais comumente citado como contribuinte para a hipertensão arterial é a ingestão de sódio. No entanto, algumas pesquisas revelam que a doença celíaca é um fator de risco. Se você tem hipertensão inexplicável e suspeita que pode ser problemas com o glúten (uma proteína encontrada no trigo, centeio e cevada), peça ao seu médico exames de sangue para investigar doença celíaca . Uma dieta sem glúten é o único tratamento.

A doença celíaca acontece quando  o sistema imunológico responde anormalmente ao glúten, produzindo anticorpos que danificam o intestino delgado. Algumas pessoas não apresentam sintomas e há aquelas que apresentam sintomas que variam amplamente. Uma pessoa pode ter problemas digestivos como dor abdominal e diarreia, enquanto outra pessoa pode se sentir irritada ou deprimida. A maior parte da pesquisa examina como a doença celíaca afeta o corpo em torno de danos intestinais.

Doença Celíaca e Hipertensão Primária

Pesquisadores descreveram como a doença celíaca aumenta o risco de pressão alta em um estudo publicado no "Journal of Human Hypertension" em junho de 2002**. A doença celíaca causa danos intestinais que diminuem sua capacidade de absorver nutrientes como B12 e folato. Ambos são necessários para controlar a homocisteína - uma substância que, quando alta, está ligada à doença cardíaca. O aumento da homocisteína parece causar aumento da pressão arterial. Uma dieta sem glúten e suplementação de B12 e folato revertem a hipertensão nestas circunstâncias, de acordo com o estudo.

Doença Celíaca e hipertensão portal

Em outubro de 2007, a revista francesa "Gastroenterology, Endoscopy and Biology" publicou o primeiro relato de caso ligando o glúten à hipertensão portal - pressão sanguínea anormalmente alta na veia que transporta o sangue dos órgãos digestivos para o fígado. O relatório descreve uma mulher de 31 anos com hipertensão portal inexplicável. Os resultados dos testes revelaram doença celíaca não diagnosticada como a causa. O "Journal of Clinical Gastroenterology" publicou um estudo em agosto do mesmo ano relatando o sucesso do tratamento da hipertensão portal com uma dieta sem glúten.

Aderindo a uma dieta sem glúten

Se você tem doença celíaca é preciso aderir a uma rigorosa dieta sem glúten. Como o glúten é encontrado em muitos alimentos, leva tempo para se ajustar a essa dieta e aprender a identificar os alimentos que contêm glúten. A maior parte de sua dieta virá de frutas, legumes, carne, frutos do mar, oleaginosas, laticínios, feijões e outras leguminosas, uma vez que esses alimentos são naturalmente isentos de glúten. Você deve evitar alimentos feitos a partir de qualquer um dos grãos de cereais prejudiciais, o que inclui pão, massas, cereais matinais, waffles, biscoitos, panquecas, bolos, tortas e outros produtos de pastelaria, alimentos à milanesa, cremes e molhos.

Texto Original:

***********************************

**Hipertensão reversível após o tratamento da doença celíaca: o papel da hiper-homocisteinemia moderada e da disfunção endotelial vascular. 2002


Lim PO, Tzemos N, Farquharson CA, Anderson JE, Deegan P, MacWalter RS, Struthers AD, MacDonald TM.


RESUMO:
O endotélio vascular mantém um estado relativamente vasodilatado por meio da liberação de óxido nítrico (NO), processo que pode ser rompido pela hiper-homocisteinemia. Como a disfunção endotelial está associada ao aumento da resistência vascular sistêmica, que é a marca da hipertensão arterial sustentada, formulamos a hipótese de que em pacientes com hipertensão e doença celíaca com hiper-homocisteinemia (via má absorção de co-fatores essenciais) o tratamento da última doença poderia melhorar o controle da pressão arterial ( BP). Um único paciente com hipertensão sustentada comprovada e doença celíaca recentemente diagnosticada teve a PA basal e pós-tratamento e a função endotelial avaliada por monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e pletismografia de oclusão da artéria braquial por antebraço, respectivamente. Esta mulher de 49 anos teve hipertensão sustentada não complicada, comprovada por MAPA repetida, realizada com 6 semanas de intervalo (média diurna de 151/92 mm Hg e 155/95 mm Hg) e doença celíaca subclínica (enteropatia sensível ao glúten). Avaliações iniciais revelaram níveis elevados de homocisteína com baixo nível normal de vitamina B (12). Era provável que ela tivesse prejuizo na absorção de cofatores essenciais para o metabolismo normal da homocisteína. Ela aderiu a uma dieta isenta de glúten e administrou suplementação oral de ferro, folato e B (6), além de injeções de B (12) por 3 meses. Sua PA melhorou em 6 meses e normalizou em 15 meses (MAPA diurna em média de 128/80 mm Hg). Houve restauração paralela da função endotelial normal com normalização de seus níveis de homocisteína. Estas observações sugerem que a hiper-homocisteinemia sub-clínica relacionada à doença celíaca pode causar disfunção endotelial, dando origem potencialmente a uma forma reversível de hipertensão. Além disso, este estudo de caso suporta a noção de que, independentemente da etiologia, a disfunção endotelial pode ser o precursor da hipertensão. Isso destaca a necessidade de resolver fatores de risco vasculares coexistentes em pacientes com hipertensão.

Texto original


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Doença celíaca associada ao aumento do risco de doença arterial coronariana.2014


Sandra Levy em 31 de março 2014


A doença celíaca já foi associada a arritmias, batimentos cardíacos irregulares e possível insuficiência cardíaca. Agora, um novo estudo  descobriu que pessoas com doença celíaca têm um risco quase duas vezes maior de doença arterial coronariana (DAC), em comparação com a população em geral. O estudo também sugere um risco ligeiramente maior de acidente vascular cerebral entre pessoas com celíaca em comparação com seus pares.

De acordo com a Celiac Disease Foundation (CDF), estima-se que a doença celíaca afeta 1 em cada 100 pessoas em todo o mundo. 2,5 milhões de americanos permanecem sem diagnóstico e correm risco de complicações de saúde a longo prazo, de acordo com a CDF.

O estudo, que foi apresentado recentemente na 63ª sessão científica anual do Colégio Americano de Cardiologia, contribui para os esforços de entender como a inflamação e os processos auto-imunes podem afetar o desenvolvimento de doenças dos vasos cardíacos.

A doença celíaca interfere na absorção de nutrientes

A doença celíaca é uma condição inflamatória crônica do sistema digestivo que pode danificar o intestino delgado. Pode eventualmente interferir com a absorção de nutrientes essenciais no organismo. As pessoas com doença celíaca são incapazes de tolerar o glúten, uma proteína encontrada no trigo, no centeio, na aveia e na cevada, que, acredita-se, desencadeia uma resposta imune e inflamatória no intestino.

A doença celíaca é autoimune e com predisposição genética, o que significa que ela é acontece em famílias. Pessoas com um parente de primeiro grau que tem doença celíaca (pai, filho ou irmão) têm um risco em 10 de desenvolver a doença.

Especialistas acreditam que até 80% das pessoas com doença celíaca são subdiagnosticadas ou diagnosticadas erroneamente, com condições como intolerância à lactose e síndrome do intestino irritável. Pesquisas anteriores mostraram que a doença celíaca está em ascensão e é quatro vezes mais comum agora do que há 50 anos.

Dr. RD Gajulapalli, um associado clínico da Cleveland Clinic e co-investigador do estudo, disse em um comunicado à imprensa, "Pessoas com doença celíaca têm um certo nível de inflamação persistente de baixo grau no intestino (causando permeabilidade intestinal) que pode permitir a passagem de mediadores imunes para a corrente sanguínea, o que pode acelerar o processo de aterosclerose e, por sua vez, doença arterial coronariana ”.

Gajulapalli continuou dizendo que as descobertas do estudo reforçam a idéia de que a inflamação crônica, de uma infecção ou doença, pode ter um efeito adverso na rigidez das artérias e na saúde do coração em geral.

Pesquisadores analisaram os registros eletrônicos de saúde de pacientes com 18 anos ou mais de 13 sistemas de saúde participantes nos EUA entre janeiro de 1999 e setembro de 2013. Entre quase 22,4 milhões de pacientes, 24.530 foram diagnosticados com doença celíaca. Pacientes sem doença celíaca serviram como controles. Não houve diferença no status de tabagismo ou nas taxas de diabetes entre os dois grupos. Pacientes com doença celíaca eram ligeiramente mais propensos a ter colesterol alto, mas menos propensos a ter pressão alta.

Fatores de risco para doença arterial coronariana, que incluem sexo, raça, diabetes, colesterol alto, pressão alta e tabagismo foram verificados entre pacientes com doença celíaca e controles para se certificar de que eram comparáveis. Os pesquisadores descobriram uma taxa significativamente maior de DAC entre os pacientes com doença celíaca em comparação com a população controle (9,5 % versus 5,6%).

Pacientes mais jovens podem estar em maior risco de DAC

Este estudo destaca uma população de pacientes específica que pode estar em maior risco de DAC, mesmo na ausência de fatores de risco tradicionais, disse Gajulapalli. Os pesquisadores ficaram surpresos com a força da associação, especialmente em pessoas mais jovens, e ele pediu que pacientes e médicos fiquem cientes desse elo.

Gajulapalli disse que mais estudos são necessários para determinar se os pacientes com doença celíaca precisarão de uma modificação mais intensa dos fatores de risco, como é o caso dos pacientes diabéticos que têm DAC. Ele aconselhou pessoas com doença celíaca e outras doenças inflamatórias a manter um estilo de vida saudável e a ter em mente os fatores de risco cardiovasculares tradicionais, incluindo diabetes, pressão alta e colesterol alto.

Texto original:

Outra fonte:


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Efeito da dieta livre de glúten sobre fatores de risco cardiovascular em pacientes com doença celíaca: uma revisão sistemática. 2018


Potter MDE, et al. J Gastroenterol Hepatol. 2018


Resumo:
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Uma dieta isenta de glúten (DIG), que é a base do tratamento para a doença celíaca, está sendo cada vez mais adotada por pessoas sem essa condição. Os efeitos a longo prazo para a saúde com esta dieta, além de seu efeito benéfico sobre a enteropatia na doença celíaca, não são claros. Existem dúvidas de que a DIG pode resultar em deficiências de micronutrientes, aumento da exposição a toxinas como o arsênico (naturalmente presente no arroz) e aumento do risco cardiovascular. Esta revisão sistemática aborda o efeito da DIG em vários fatores de risco cardiovascular modificáveis.

MÉTODOS: Uma busca sistemática da literatura abordando a DIG e pressão arterial, glicemia, índice de massa corporal, circunferência da cintura e lipídios séricos em pacientes antes e após a adoção de uma DIG foi realizada utilizando o MEDLINE, EMBASE, PSYCInfo, e o Cochrane Central Registro de bases de dados de Ensaios Controlados (CENTRAL). Dois autores realizaram triagem de resumo e texto completo e avaliação de qualidade.

RESULTADOS: Um total de 5.372 artigos foram identificados, dos quais 27 foram incluídos. A falta de grupos de controle em todos os estudos, exceto um, impediu a meta-análise dos resultados. A qualidade geral do estudo foi baixa e restrita a pacientes com doença celíaca. Achados consistentes em todos os estudos incluíram um aumento no colesterol total, lipoproteína de alta densidade (HDL), glicemia de jejum e índice de massa corporal (permanecendo dentro da faixa de peso saudável). Mudanças significativas na lipoproteína de baixa densidade (LDL), triglicerídeos e pressão arterial não foram consistentemente relatadas.


CONCLUSÕES: 

A Dieta Isenta de Glúten altera alguns fatores de risco cardiovascular
 em pacientes COM doença celíaca, 
mas o efeito global sobre o risco cardiovascular não é claro. 
Mais estudos são necessários.


© 2017 Journal of Gastroenterology and Hepatology Foundation e John Wiley & Sons Australia, Ltd.

Estudo original: